Gloria Menezes em 'Totalmente Demais', onde interpretou Stelinha, mãe do empresário Arthur (Fábio Assunção) Foto: Paulo Belote/ TV Globo/Divulgação
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Glória Menezes, uma das grandes damas da teledramaturgia brasileira, morreu nesta terça-feira, 18, aos 91 anos. Segundo comunicado divulgado pela família da atriz, ela morreu em casa, no Rio de Janeiro, e estava acompanhada por seu filho, Tarcísio Meira Filho. A causa da morte não foi divulgada.
“É com profundo pesar que informamos que Nilcedes Soares de Magalhães, nossa Glória Menezes, faleceu nesta terça-feira, 18 de agosto de 2026, aos 91 anos, em casa, no Rio de Janeiro. Obrigada pelo carinho de todos, pelo respeito e compreensão de nossa dor neste momento”, diz a declaração.
O texto também diz que a despedida da atriz será restrita a amigos e familiares.
A trajetória de Glória Menezes
Nascida em 1934, na cidade de Pelotas, no Rio Grande do Sul, Gloria mudou-se para São Paulo ainda criança, e cursou a Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo. Nesse período, montou o grupo de teatro amador Jovens Independentes. Os projetos da companhia tomaram tempo da atriz que deixou a faculdade.
Em seu primeiro espetáculo, em 1959, venceu o prêmio de atriz revelação em um festival de teatro amador promovido pelo diretor Antunes Filho. No mesmo ano, chegou à televisão, na TV Tupi, na qual esteve em Um Lugar Ao Sol, ao lado de nomes como Laura Cardoso e Henrique Martins.
Em 1962, protagonizou O Pagador de Promessas, do diretor Anselmo Duarte. O filme foi apresentado no Festival de Cannes, e ganhou a Palma de Ouro. Até hoje é o único filme brasileiro e sul-americano a vencer o prêmio.

Em 1963, ao lado do ator Leonardo Villar no premiado filme 'O Pagador de Promessas' Foto: Reprodução
Um ano depois protagonizou ao lado de Tarcísio Meira, já seu marido, a primeira novela diária da televisão brasileira, 2-5499 Ocupado, na TV Excelsior. Na mesma emissora, estrearam juntos A Deusa Vencida (1965) e Almas de Pedra (1966).
Um ano depois, o casal foi à TV Globo e conquistou o sucesso em novelas como Sangue e Areia (1967), de Janete Clair, e Rosa Rebelde (1969), mas também estrelaram produções separadamente. Foi o caso de Passos dos Ventos, em que a atriz fez par romântico com Carlos Alberto, enquanto Meira atuava em A Gata de Vison, ao lado de Yoná Magalhães.
Em Irmãos Coragem, também de Janete Clair, Glória viveu uma mulher com três personalidades: a extravagante Diana, a recatada Lara e a equilibrada Márcia. A novela foi um sucesso de audiência e consagrou Gloria na emissora carioca.
Durante a década de 1970, a atriz esteve em produções como O Homem Que Deve Morrer, também de Janete, novela que substituiu Irmãos Coragem. Mais uma vez, ela atuou ao lado do marido, Tarcísio.
Outra novela em que Glória brilhou foi O Grito, exibida em 1975. Escrita por Jorge Andrade, a trama retratava a vida caótica em São Paulo. Em 1979, mais um destaque: Glória, novamente em um personagem escrito por Janete Clair, deu vida a Ana Preta em Pai Herói, telenovela que um elenco de peso, com atores como Paulo Autran, Carlos Zara, Rosamaria Murtinho e Lélia Abramo.

Glória Menezes e Tony Ramos em 'Pai Herói', um dos grandes sucessos da atriz na televisão Foto: Nelson di Rago/TV Globo/Divulgação
Em 1983, como Roberta Leone, esteve em Guerra dos Sexos, comédia escrachada de Silvio de Abreu que entrou para a história da telenovela nacional por trazer a famosa cena em que Fernanda Montenegro e Paulo Autran trocam tortas na cara em um café da manhã.
Em Brega & Chique, novela de Cassiano Gabus Mendes, exibida em 1987, Glória deu vida a Rosemeire, uma mulher simples que rivalizava e trocava de lugar com Rafael, a milionária vivida por Marília Pêra. Uma fato curioso dessa produção é que os nomes das duas protagonistas se revezavam no direito da primazia em aparecer na abertura da novela - uma exigência de ambas.
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Fonte :- Morre Glória Menezes, ícone da dramaturgia nacional, aos 91 anos