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Polícia quer quebrar sigilo de produtora do filme sobre Bolsonaro
Publicado em 29/05/2026 09:57
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Filme “Dark Horse”

A investigação conduzida pela Polícia Civil de São Paulo envolvendo a produtora do filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, amplia a pressão por transparência no uso de recursos públicos e levanta novos questionamentos sobre contratos milionários firmados com entidades privadas.

O pedido de quebra de sigilo financeiro de Karina Ferreira da Gama, responsável pela produção do longa, e do Instituto Conhecer Brasil, presidido por ela, coloca o caso no centro de uma investigação que apura suspeitas de superfaturamento, desvio de verba pública e possível confusão patrimonial.

Polícia investiga movimentações financeiras

O delegado Antonio Carlos Manuera Silveira solicitou relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) para rastrear movimentações consideradas suspeitas envolvendo o CPF de Karina Ferreira da Gama e o CNPJ do Instituto Conhecer Brasil.

A Polícia Civil também pediu que a investigação tramite sob segredo de Justiça, alegando necessidade de preservar as apurações sobre o destino dos recursos públicos ligados ao programa WiFi Livre SP, executado durante a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB).

Suspeita de desvio para produção de filme

Segundo documentos encaminhados ao Tribunal de Justiça de São Paulo, investigadores suspeitam que parte dos recursos do contrato público tenha sido desviada para financiar a produção do filme “Dark Horse”.

A polícia aponta “consistentes suspeitas de confusão patrimonial” entre o Instituto Conhecer Brasil e a produtora responsável pelo longa sobre Bolsonaro.

Trechos da investigação afirmam que os recursos públicos destinados ao programa de internet gratuita podem ter sido utilizados para custear atividades da produção cinematográfica, o que, se confirmado, configuraria grave desvio de finalidade.

Contrato de R$ 108 milhões Está sob suspeita

O foco central da investigação é um contrato de R$ 108 milhões firmado entre a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil para prestação de serviços de internet wi-fi em diversos pontos da capital paulista.

De acordo com a Polícia Civil, empresas subcontratadas e organizações administradas por Karina Ferreira da Gama teriam sido utilizadas para movimentar parte dos valores recebidos pelo instituto.

Os investigadores também questionam a capacidade técnica da entidade para executar o serviço contratado. Outro ponto que chama atenção é o valor cobrado por ponto de conexão, estimado em R$ 1.800, acima da média praticada no mercado, segundo os responsáveis pela apuração.

Pagamento antecipado levanta novos questionamentos

Outro elemento considerado suspeito pela investigação é o pagamento antecipado de R$ 26 milhões por serviços que ainda não haviam sido executados.

Para os investigadores, a antecipação dos recursos pode indicar irregularidades na aplicação do dinheiro público e reforça a necessidade de rastreamento detalhado do fluxo financeiro.

A Polícia Civil afirma possuir “indícios materiais contundentes” de possíveis irregularidades contratuais e sustenta que apenas a quebra de sigilo poderá esclarecer o destino final dos recursos públicos movimentados pelo instituto e empresas ligadas à investigada.

Caso amplia debate sobre fiscalização

O caso reacende o debate sobre fiscalização de contratos públicos, transparência na aplicação de recursos municipais e responsabilidade na gestão de programas financiados com dinheiro da população.

Enquanto as investigações avançam, cresce a pressão para que todos os envolvidos apresentem esclarecimentos públicos e que eventuais irregularidades sejam apuradas com rigor pelas autoridades competentes.

Fonte :- Polícia quer quebrar sigilo de produtora do filme sobre Bolsonaro

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